Tem noites que não passam. Elas ficam.
A de 13 de janeiro de 2026 foi assim.
O Manouche, no Jardim Botânico, virou território da palavra viva. Gente chegando curiosa, casa cheia, olhos atentos. Estreava ali o ODE Presente, nossos encontros ao vivo, e a poesia fez o que sabe fazer de melhor: juntou pessoas, criou silêncio, provocou emoção.
Não era só um recital. Era presença.
Era a palavra dita no tempo exato em que ela acontece.
No palco, Elisa Lucinda, Maria Rezende, Allan Dias Castro e WJ dividiram versos, histórias e caminhos de criação. Entre uma leitura e outra, conversas abertas, escutas sinceras, risos inesperados. Tudo costurado pela condução sensível de Bruno Levinson, diretor criativo da ODE, que guiou a noite como quem entende que poesia também é ritmo, pausa e respiração.
E o público não ficou só olhando.
O microfone aberto chamou quem sentiu vontade, e coragem, de colocar a própria voz no mundo. Vieram poemas tremidos, intensos, delicados. Vieram verdades. A plateia virou parte do acontecimento. Porque a poesia, quando é viva, não separa palco e chão.
Saiu todo mundo diferente de como entrou.
Um pouco mais atento. Um pouco mais junto. Um pouco mais tocado.
O ODE Presente nasce desse desejo: tratar a poesia com o mesmo cuidado, alcance e circulação que outras linguagens já têm. Levar o verso para o áudio, para o vídeo, para o palco, para as telas. Fazer da palavra um gesto cotidiano, possível, acessível. Um encontro real, sem pressa.
A estreia no Manouche marca mais um passo desse caminho. Um projeto que entende que a poesia não mora só no livro. Ela atravessa o corpo, ocupa o espaço, ecoa no outro.
Esse momento chega enquanto a ODE vive uma fase intensa de circulação. São 50 poemas lançados em plataformas de áudio e vídeo, com distribuição da Sony Music, exibição no Canal Curta e, a partir de fevereiro, também nas telas de cinema do Grupo Estação, antes das sessões. A poesia entrando onde, muitas vezes, ela não era esperada — e sendo muito bem-vinda.
Tudo isso reforça um propósito simples e profundo: espalhar poesia.
Nos fones. Nas telas. Nas páginas. E, principalmente, no encontro entre pessoas.
A noite no Manouche foi só o começo.
Mais encontros virão.
Enquanto isso, a poesia segue circulando. Nos videopoemas do YouTube, nas redes, nas partilhas espontâneas. Porque quando a palavra encontra a escuta, ela não para mais.
Seguimos. Sempre. Viva a poesia viva.
ODE — Poesia em escala.


