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– Uma poesia para essa noite, por favor.

Aquele momento em que lhe falta coragem, ou poesia

Não quero poesia quadrada, abstrata e nem fúnebre.

Não quero catarse, nem sussurros e nem gritos.

Não quero que ela seja muito, demais, e nem que seja pouco, faltante.

Quero ela redonda, se renovando e se reinventando sem padrões ou estereótipos para a aprisionar.

Quero ela sem vergonha, saltitando pela minha língua assim como as travessuras que eu não me segurava para dizer, quando pequenino, e que de tão pequenino, nem poderia dizer.  Aliás, onde se escondeu esse pequenino pequeno? Se apequenou em sua pequinês?

Um dia descubro.

Não a quero esculpida em Carrara, nem posada em um museu senil.

A quero transitante, transeunte na vida e no peito de todos àqueles que se atreverem a me fornecer um pouquinho do seu tempo para serem atravessados. A quero transitada por outros transeuntes, transmutada em significados mil.

A quero tão minha, quanto sua. 

A quero poema, poesia e todos os nomes que já ganhou ao nascer e que ainda ganhará, antes que em algum futuro distópico, possa morrer.

Que a palavra morte morra, antes disso acontecer. 

E que a vida renasça, dentro de você.

Atenção: Foto: Lucas Gouvêa

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Artista

Poema em linha reta

Elisa Lucinda é uma multiartista brasileira. Atriz, cantora, escritora e poetisa, Elisa é uma personalidade relevante no cenário cultural brasileiro. Vida pessoalNascida em Cariacica, no Espírito

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Lucas Gouvêa | Social Media, Designer Gráfico e Fotógrafo

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